<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830</id><updated>2011-07-31T02:04:30.844-03:00</updated><title type='text'>A brincadeira acabou.</title><subtitle type='html'>Lugar para discutir tudo que parece ser muito comum. Lugar para pessoas que se divertem sendo perguntadoras (ou simplesmente chatas mesmo). Para aqueles que distinguem bem com o que se brinca e com o que não. 
Be Welcome.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-9036993154859718764</id><published>2009-07-19T22:09:00.005-03:00</published><updated>2009-07-21T00:52:15.975-03:00</updated><title type='text'>... mas a vida não é entendível.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De há muito decidimos que podemos prever, medir, calcular, racionalizar e antecipar nossas atitudes, de modo que o erro nada mais é do que uma desmedida, algo que poderia ser evitado se utilizássemos corretamente nossa razão. Desobedecemos os ‘mandamentos’ da razão por isso erramos, pecamos, perecemos, sofremos. E se assim padecemos, deixamos de ser eficientes, práticos, pragmáticos, funcionais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Arriscarei aqui pensar – e não contar, medir, racionalizar – tal postura. Pensar aqui me diz: perguntar de modo a abrir um rasgo de questionamento radical o suficiente para causar-me &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estranheza&lt;/span&gt;, talvez e justamente, por estar próximo demais. O que nos é muito próximo pode deixar de ser visível, justamente por esta proximidade mesma. Tentar alcançar alguma distância em relação ao que nos é próximo: eis um dos modos pelos quais é possível caracterizar o pensamento. E de que modo então, se não se trata de uma maquinação de quantidades, poderei “distanciar-me” desta tão próxima proximidade — respondo: esta é justamente a característica essencial da pergunta. A pergunta tem por papel abrir aquilo que parece permanentemente fechado para que este mostre sua verdade – se a deixarmos ser a seu próprio modo, se não já transpusermos para ela aquilo que gostaríamos de ver ou ouvir dela. O não deixar acontecer a pergunta que abre a possibilidade de manifestação do verdadeiramente desconhecido – porque talvez muito próximo – caracterizarei como medo. Medo é a atitude que tomamos para protegermo-nos nas vizinhanças daquilo que não pode nos incomodar, de modo que vale um dito muito repetido na “cultura pop”: ignorance is bliss. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;[“Mas onde é bobice qualquer resposta, é aí que a pergunta se pergunta.”]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O modo de ser que repousa na tranquilidade da previsão, que descansa sobre o medido é o autômato, a máquina. A máquina não conhece a possibilidade do erro porque é única e exclusivamente ‘razão’. A máquina deixa de funcionar e neste momento, exatamente, perde sua razão de ser. Ela não erra: ou é ou não é. Parece-nos, portanto, que pretendemos nos comportar como máquinas quando pretendemos abstermo-nos do erro que nos retirará da tranquilidade monótona da repetição mecânica. O que nos impele a perguntarmos pela essência mesma do erro, e ver se, mesmo errando, ainda sabemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos ensinam que o erro se opõe ao “saber”. Se sabemos o quê e como devemos fazer, não podemos errar. Há algum tempo o “como” foi gradativamente destacado do “quê”, no assim chamado ‘método’. Em todas as esferas da vida, e não apenas nas ciências como podemos pensar apressadamente, se manifesta este acontecer do método, das regras, dos cânones. De modo que todas as relações estão garantidas pelos inúmeros códigos, legislações, direitos, deveres, que se emancipam da vida prática dos indivíduos em suas comunidades para repousarem exclusivamente na pura exterioridade, na pura positividade. Reinterpretá-los para “trazê-los de volta à vida” necessitaria inevitavelmente que perguntássemos por suas respectivas proveniência e legitimidade – mas acabamos de constatar que a pergunta traz a possibilidade do erro, e por isso, vem sendo sumariamente banida e, que se pese o paradoxo – ou melhor, o círculo – ,  é isto mesmo que garante a possibilidade da pura exterioridade legal dos ‘métodos’. Se for verdade que o erro se “opõe” ao “saber”, o avanço avassalador dos procedimentos tecnológicos hão de garantir-nos a extinção do erro – ou pelo menos, o colocarão no seu lugar de problema ‘individual’, de ‘incapacidade’ de ver o que já se sabe. O saber está acumulado no baú do tesouro científico, e está disponível a “qualquer um” a um distância de apenas dois cliques.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Resta-nos saber também se esta caracterização do saber é suficiente para expor sua profundidade. Parece-nos que entre um “não-saber” e um “saber” estamos passando por cima  do movimento, muito próprio, do “vir-a-saber” – que apreendemos através da palavra “aprender”. Neste ponto, é evidente que me perguntarão: ‘aprendizagem’ não é o que acontece corriqueiramente nas escolas e universidades, de maneira sistemática e funcional? E novamente, o que está demasiado próximo só pode mostrar sua face se for provocado, perguntado. Se perguntem o que realmente se aprende – se é que se aprende – nesse acúmulo desenfreado de conteúdos para passar no vestibular ou se ter uma “profissão”. O quanto isto contribui para suas relações, para sua felicidade para além do puro e simples ‘entrar no mercado’ e ‘ganhar dinheiro’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[“Julgamento é sempre defeituoso, porque o que a gente julga é o passado. Quem julga já morreu.”]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cometo aqui a ousadia de dizer que, em primeiro lugar, precisamos aprender a ver. Para isso, precisamos de tempo para que as coisas nos sejam verdadeiramente próximas, precisamos nos demorar mais nelas. Antes de “julgá-las” desde sua “utilidade” ou não, precisamos conhecê-las  Em conhecendo-as, pode ser que, subitamente, nos conheçamos um pouco mais também. Conhecer não é o oposto de errar; antes, conhecer e errar se complementam, e conhecemos um somente na medida em que conhecemos o outro. Conhecemos um em função do outro. Quem sabe, podemos descobrir muitas outras possibilidades de sentido para o que já era tão sabido, tão óbvio, tão próximo. Se erramos fazendo a experiência de viver as coisas, bem.... acho que acertaremos em algumas coisas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;[“Muita coisa importante falta nome.”]  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;As citações entre colchetes, assim como o título deste post, são de Riobaldo, personagem de João Guimarães Rosa, em Grandes Sertões: Vereda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;[“O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior.”]    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-9036993154859718764?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/9036993154859718764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=9036993154859718764&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/9036993154859718764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/9036993154859718764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2009/07/mas-vida-nao-e-entendivel.html' title='... mas a vida não é entendível.'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-3570688893303545728</id><published>2008-12-14T14:32:00.003-02:00</published><updated>2008-12-14T14:54:43.106-02:00</updated><title type='text'>Vamos rascunhando, então...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Novamente, alguns meses sem atualização, mas voltamos. De saída, gostei muito dessa de escrever o último texto de forma mais leve, mais genérica; vocês comentaram mais, participaram mais, fizeram o bolo crescer. O mais legal é que foram tantas ambiguidades deixadas no ar que dá pra ir destrinhcando em vários pedaços. Mas tudo tem que ter limite, pra não virar academicismo chato de novo. Até porque, “se me explico, me implico...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Parêntese enorme: &lt;em&gt;os comentários a seguir não são direcionadas a ninguém especificamente e menos ainda estão intencionados para ‘diminiur’ alguém ou algo que o valha. Estou pegando os comentários feitos e utilizando-os genericamente, caricaturalmente para continuarmos – ou tentarmos continuar – a reflexão. Continuem comentando: é realmente importante&lt;/em&gt;!] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tônica da maior parte dos comentários foi o &lt;em&gt;individualismo.&lt;/em&gt; “Ah, é tanto individualismo que até o pensamento guardamos para nós mesmos”. O curioso é que foram ‘críticas’ ao individualismo feitas a partir do individualismo. Deixa eu tentar melhorar: só quem está dentro de alguma maneira desse individualismo pode mesmo achar que o pensamento é [ou pode mesmo ser] coisa ‘individual’. O que está sendo discutido aqui sob o nome ‘pensamento’ é algo um pouco maior do que nossas próprias elucubrações individuais (“vou ou não vou?”, “quero ou não quero?”, “dane-se, isso é problema meu” etc.) — ... por pensamento pretendemos discutir a possibilidade do pensamento, o fundamento do pensamento, isto é: história, povo, linguagem, ser. É uma questão de proveniência: de onde ganhamos nossas possibilidades? É claro que este individualismo é o primeiro modo pelo qual concebemos pensamento: desde Descartes identificamos a realidade com o que está na nossa cabeça – jurando que o ‘certo’ é o que está na nossa cabeça. E sempre que o mundo nos ‘decepciona’ voltamos mais e mais para dentro, até explodirmos em alguma depressão, stress ou qualquer treco desses. Minha questão aqui é inverter o individualismo perguntando: e de onde vem toda essa porcaria que tá na sua cabeça, hein? Get it? ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa bacana que apareceu nos comentários foi o lance da utilidade/necessidade do pensamento. Esta questão só ganha seu sentido quando compreendemos o pensamento como ‘maquinação cerebral’ — novamente: pensamento aqui é o nosso modo de ser sempre. Todo e qualquer povo histórico, se era feito de gente, possuía produção intelectual, artística e etc. &lt;em&gt;‘Pensamento’ é a casa que moramos, a língua que falamos, a comida que comemos&lt;/em&gt;. Não somos como os bichos: todas as nossas atividades vêm acompanhadas do sentido que lhes damos. E não ‘damos’ sentido porque queremos ou escolhemos – somos assim: nos relacionamos com a realidade significando-a. Portanto, na minha opinião a coisa ficou simples: pensar é simplesmente [vir-a-]ser o que a gente é. Não pensar é virar escravo do moinho do capital: &lt;em&gt;é virar número&lt;/em&gt;. Pensar não como apenas raciocínios complexíssimos neste blog que quase ninguém lê: NÃO. &lt;em&gt;Pensar é escrever, ler, amar, produzir arte, construiur nossas vidas&lt;/em&gt;. Não pensar é achar que isso tudo nasceu pronto e que a gente não pode nunca fazer nada. Que ‘produção cultural’ é coisa de ‘elite’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou-se também da ‘popularização’ da Filosofia. Aí entraram outros elementos. O mais grave é a identificação entre filosofia e pensamento. Quem está me acompanhando até agora já deve ter percebido que não concordo. Filosofia é um modo muito particular de acontecer o pensamento, e admitamos, um modo que parece ter um brilho especial. Mas é só. O pintor, o músico, o arquiteto, o engenheiro: todos podem ser pensadores. Todos podem ser ‘filósofos’ no sentido literal [e clichê] do termo: gente que gosta de pensar. E a ‘popularização’ é uma categoria que se irradia a partir de um lógica mercantil — este item, filosofia, pode ser ‘popularizado’, isto é, super-exposto de modo que consigamos ganhar alguma coi$a com isso? Eis a lógica da popularização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo. Se tem alguém aí avidamente me acompanhando, já deve estar aborrecido querendo saber então que diabos eu compreendo por filosofia? Duas compreensões são cotidianamente e coerentemente possíveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Filosofia são as doutrinas, os conceitos, os pensamentos deixados escritos pelos caras que a história chamou de filósofos. Se é isso, aí sim: dá pra falar em Faculdade de Filosofia, em popularização da filosofia, etc, etc. É possível poder falar sobre a noção de ‘idéia’ em Platão, de ‘substância” em Aristóteles, de “vontade” em Nietzsche, etc. E pra isso vocês podem se poupar e comprar uns dois daqueles manuais de história da filosofia e pronto. Os esquemas estão prontinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Filosofia é esse modo particular de pensar que podemos ‘aprender’ – ou talvez exercitar – pensando a partir dos textos dos caras. Pensando &lt;em&gt;com&lt;/em&gt; os caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia que mereça esse nome e com letra maiúscula é, pra mim, uma ‘síntese’ entre essas duas compreensões. Não é necessário ser o expert em toda a história das idéias, mas é preciso conhecer algumas coisas pra se ‘entrar’ na filosofia. Mas não estou afirmando, repito, que a filosofia seja ‘a salvação’, a panacéia de qualquer coisa. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento sim, é o caminho que considero possível. A filosofia é um modo através do qual eu me relaciono com o pensamento, assim como a música. É uma questão de que vocês tenham possibilidade de encontrar e assumir os seus modos de realização do pensamento. Eu realmente acredito nisso. Até a próxima porque já tá muito grande - mas ainda faltam algumas coisinhas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-3570688893303545728?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/3570688893303545728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=3570688893303545728&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/3570688893303545728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/3570688893303545728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/12/vamos-rascunhando-ento.html' title='Vamos rascunhando, então...'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-8508151777317103218</id><published>2008-09-20T23:45:00.000-03:00</published><updated>2008-09-20T23:47:07.871-03:00</updated><title type='text'>Pensar? Pra quê?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lá se vão alguns meses desde a última atualização. Em parte, as obrigações práticas e contingenciais da vida concreta têm me ocupado muito; da outra parte, essa pergunta aí no título que tem me enchido a paciência. E também os últimos textos ficaram muito ‘acadêmicos’ e acho que muita a gente perdeu a paciência. Porque esse blog é um espaço onde eu tento ‘socializar’ a questão do pensamento – com todos os problemas que um projeto destes traz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra quê pensar? De saída, me perguntei: &lt;i style=""&gt;quem lê esse blog&lt;/i&gt;? Porque essa simples pergunta é sustentada por outra mais fundamental: pra quem um ‘&lt;i style=""&gt;filósofo&lt;/i&gt;’ fala no Brasil? Se é que ele fala para alguém. Para o povo, sabemos, não é. Para a classe média, menos. Para a elite? Tenham a santa paciência. Falam para si mesmos. Falam para os auditórios das academias e é só. E são ouvidos pelos colegas-filósofos, alunos e alguns curiosos. Sei que está soando meio pessimista, mas a reflexão precisa ser feita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Por que o ‘filósofo brasileiro’ não fala para o povo&lt;/i&gt;? Porque o povo é ignorante e não entende a língua dele, que é muito complexa e completamente diferente da língua que o povo fala. Filósofo que é filósofo não pega ônibus, não compra pão, não fala palavrão e não torce pro Flamengo. Filósofo é importante demais, não pode ser &lt;i style=""&gt;gente.&lt;/i&gt; Tirando um pouquinho do escárnio: como falar a língua do Brasil? O pensamento acontece na língua, portanto, como bem viu um João Guimarães Rosa da vida, há pensamento na língua do povo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Por que o ‘filósofo brasileiro’ não fala para a classe média&lt;/i&gt;? De saída, já temos problemas com essa categoria “média”. Assumindo que por classe média pensamos aquele que conseguem pagar as contas, comer e às vezes fazer uma viagenzinha pro interior pra ver os pais, bom, eles também não querem nem saber de pensamento. Se pararem pra pensar, perdem a hora de chegar ao trabalho, não pagam a escola dos filhos, a TV a cabo e a internet. O conhecimento que precisam já aprenderam: são profissionais. São técnico-práticos e tudo está resolvido. Votam nulo quando pretendem ter consciência política e seus verdadeiros gurus e mestres são os publicitários. Mas há de haver um pensamento aí nessa práxis e o nosso filósofo tupiniquim não o encontrou ainda. Pelo menos ao que parece.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Por que o ‘filósofo brasileiro’ não fala para a elite&lt;/i&gt;? Estes têm algo em comum: falam sozinhos. Os filósofos verborrágicos falam consigo mesmos por vaidade e por saberem que só eles são capazes de entender (?) o que eles dizem. A elite só fala e ouve, isto é, se comunica, entre si. Mas obviamente, apenas para manter essa concatenação de elementos que funciona tão bem para ela. Já dizia Darcy Ribeiro, o Brasil possui o sistema de prosperidade perfeita para quem está na parte de cima do bolo social. Eles, definitivamente, não precisam pensar. Só precisam ter. Santa propriedade, amém. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[Que estas caricaturas deixem as perguntas soarem. Eu volto com este mesmo tema.] &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-8508151777317103218?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/8508151777317103218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=8508151777317103218&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/8508151777317103218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/8508151777317103218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/09/pensar-pra-qu.html' title='Pensar? Pra quê?'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-6204418476241882202</id><published>2008-05-06T12:53:00.003-03:00</published><updated>2008-05-06T12:58:06.267-03:00</updated><title type='text'>Modernidade, talento e mercadoria.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes de começarmos: 1) Desculpem o longo tempo sem atualização. 2) Quero agradecer profundamente a todos que têm acompanhado o Blog e, principalmente, aos que têm comentado. Um comentário, uma dúvida, por simples que possa parecer, suscita novamente a reflexão: Será que me fiz claro? Será que realmente estou encaminhando a questão corretamente? Essas e outras perguntas se me apresentam e são por mim novamente pensadas. Além do mais, um comentário pode contribuir para que um terceiro compreenda alguma passagem complexa ou truncada e, finalmente, um comentário me abre a possibilidade de explicitar melhor algum ponto controverso. Recomendo que, principalmente nos dois últimos textos, leiam também os comentários – e aviso que, sempre que se fizer necessário, responderei aos comentários com outro comentário! UFA! Portanto, comentem!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;==========================================================&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como promessa é dívida, tecerei mais algumas considerações sobre o tema do último texto, a partir de diferentes [e complementares] perspectivas. De maneira sintética, posso dizer que afirmei que o fundamento de ambas as proposições da &lt;strong&gt;pseudo antinomia do talento&lt;/strong&gt; é a separação entre homem e mundo, entre ser e pensar. Tal cisão foi promovida pela compreensão de mundo da modernidade, norteada pela noção de que uma coisa é a coisa que pensa [posteriormente chamada ‘subjetividade’] e que outra coisa é a coisa que ocupa espaço simplesmente, a coisa extensa ou, os objetos; segundo Descartes, tratam-se de instâncias &lt;em&gt;completa&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;essencialmente&lt;/em&gt; diferentes, ontologicamente separadas, apartadas, abortadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos algumas conseqüências desse pensamento: se o pensamento e o mundo material são coisas radicalmente separadas, instaura-se um abismo entre a possibilidade de conhecer o mundo: &lt;em&gt;como o pensamento pode se adequar e dizer o mundo, essencialmente diferente dele&lt;/em&gt;? Esta questão ficará no ar, e tomara que desperte o interesse de alguns de vocês pelo pensamento. Por agora me basta dizer que, de maneira genérica, as ‘soluções’ dadas a esse problema pelos seus adeptos, de Descartes a Hegel, [pelo menos uns 200 anos!] não satisfizeram a Marx, Nietzsche, Heidegger, etc. Deixando a especulação com os grandes e voltando ao lado prático da coisa, o que esta tal separação tem a ver com nossas vidas práticas e com o tema do talento, especificamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, do ponto de vista ético, uma conclusão se impõe: somos o que pensamos ser e não o que fazemos. Nossa essência pensante é uma faculdade de &lt;em&gt;representar&lt;/em&gt; o mundo, do qual é essencialmente diferente. Nem preciso dizer [novamente] o quanto discordo, creio eu. E aqui precisamos recorrer ao texto anterior: a proposição “a” [O talento existe], nos termos em que foi posta, repousa aqui porque está garantido &lt;em&gt;filosoficamente&lt;/em&gt; que a essência do homem e a essência do mundo são distintas; portanto, o homem deve ser olhado a partir do céu das idéias metafísicas e não a partir das condições materiais de manutenção de suas vidas; já a proposição “b” [o talento não existe], nos termos em que foi posta, repousa também aqui porque está garantido &lt;em&gt;filosoficamente&lt;/em&gt; que minha vontade e minha liberdade são absolutas em relação ao mundo, que novamente o homem deve ser olhado a partir do céu das idéias metafísicas e não a partir das condições materiais de manutenção de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo que vocês me acompanharam até aqui, vejamos: a quem serviu toda essa parafernália intelectual? Eu respondo: ao mercantilismo expansionista europeu. Desprover o mundo de suas qualidades e rebaixá-lo a um “segundo plano ontológico” nada mais é do que abrir a possibilidade de transformação de todo este mesmo mundo em &lt;em&gt;mercadoria&lt;/em&gt;. O que importam são as quantidades, as &lt;em&gt;objetividades&lt;/em&gt; porque estas são a maneira como a coisa que pensa (a essência mais verdadeira) &lt;em&gt;representa&lt;/em&gt; o mundo (a essência menos verdadeira); estas propriedades quantitativas ou objetivas, meus caros, servem, tanto para o capitalismo quanto para a ciência como possibilidade de apropriação, domínio e instrumentalização da natureza. Só me importa o que eu posso conhecer; o problema é que conhecimento para os modernos é sinônimo de domínio, violência e apropriação desmedida.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-6204418476241882202?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/6204418476241882202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=6204418476241882202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/6204418476241882202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/6204418476241882202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/05/modernidade-talento-e-mercadoria.html' title='Modernidade, talento e mercadoria.'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-5299959106142994202</id><published>2008-03-18T12:31:00.001-03:00</published><updated>2008-07-25T15:45:08.106-03:00</updated><title type='text'>Equívocos Talentosos (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como músico e professor de música é impossível não ouvir alguém falando sobre ‘talento’. Uns acham que talento é uma inspiração pseudo-divina que alguns eleitos recebem antes de encarnarem – ou algo que o valha – , enquanto outros acham que é conversa fiada para alguns se pretenderem mais distintos que outros. E confesso que já transitei entre as duas posições, até perceber que essa antinomia repousa num pressuposto metafísico (dubitável).&lt;br /&gt;Pensemos na oposição então.&lt;br /&gt;Talento existe. Para a maioria das pessoas isto quer dizer que, alguns possuem, em sua essência metafísica, no céu ou no plano ideal, a aptidão inata para uma determinada arte, &lt;em&gt;independente&lt;/em&gt; das condições materiais de suas vidas. Aquela coisa de ‘nasceu para ser aquilo’. Não precisa ser nenhum grande pensador para perceber qual o fundamento disso: o pressuposto moderno-cristão de que há uma cisão entre homem e mundo, que o homem tem lá sua essência &lt;em&gt;fora&lt;/em&gt; do mundo e que por isso mesmo é, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, inteligente, moral, bom, etc.&lt;br /&gt;Talento não existe. Isto quer dizer, para a maior parte então que, basta querer para poder. Aptidões passam a ser frutos da vontade humana, que escolhe, quando bem quer, &lt;em&gt;independente&lt;/em&gt; das condições materiais da vida, o que quer ser. Aquela coisa tradicional de “querer é poder”. Fácil também encontrar os pressupostos fundamentais: os homens são, essencialmente, iguais, com possibilidades iguais para quaisquer artes. O que já pode nos mostrar um estranho encontro nesta antinomia: ambas as proposições repousam sobre &lt;em&gt;a mesma&lt;/em&gt; compreensão de mundo moderna. Afinal, ‘igualdade’ é um preceito cristão que ganhou voz ‘de verdade’ quando se tornou burguês em 1789. Acredito que, de maneira mais ampla, o mais importante do que é comum em ambas as posições é a (estranha) crença de que somos ou deixamos de ser alguma coisa de forma &lt;em&gt;independente &lt;/em&gt;das condições materiais de perpetuação da vida, ou, como dizem na Academia desde Kant pelo menos, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A contradição pode dar sinais de dissolução se a questionarmos diretamente em seus fundamentos. &lt;em&gt;E se&lt;/em&gt; não estivermos prontos no céu metafísico antes de ‘encarnarmos’? &lt;em&gt;E se&lt;/em&gt;, ao contrário do que muitos ainda acreditam, nós formos apenas &lt;em&gt;aquilo que fazemos&lt;/em&gt; e não aquilo que &lt;em&gt;representamos&lt;/em&gt; em nossa maquinaria intelectual? &lt;em&gt;E se&lt;/em&gt;, ao invés da interpretação metafísica tradicional, essência e aparência forem coisas intimamente conectadas e não abortadas ao modo de uma dualidade excludente? Bem, essa via especulativa tem sido fortemente trilhada por alguns pensadores, desde os dois grandes golpes aplicados à metafísica: o de Marx e o de Nietzsche. Também o velho Husserl e seus célebres seguidores fenomenólogos, como Heidegger e Sartre para citar apenas dois dos mais famosos. A célebre frase, muito repetida e pouco pensada, “a existência precede a essência”, que norteou o pensamento de Sartre, tem exatamente esse sentido. Como pensaremos agora que pretendemos esfacelar a oposição sem nos perdermos num jogo de palavras desprovido de sentido?&lt;br /&gt;Talento existe? Sim. Observadas as condições materiais da vida e o espectro de possibilidades que se apresentam. Muitas possibilidades estão abertas para uns e fechadas para outros. E vice-versa. Pretender um salto reflexivo “&lt;em&gt;sem a prioris&lt;/em&gt;” quer dizer que não há uma cartilha existencial. É preciso que cada um cuide bem dos seus “possíveis mais próprios”. O discernimento para escolhê-los também não está dado. Talento é o reconhecimento e a assunção de uma possibilidade própria, levada às últimas conseqüências. As pessoas não são iguais. Porque a vida não se repete como numa fórmula matemática. A igualdade pregada é burguesa e seu foco é estritamente capitalístico. É preciso que as pessoas queiram ser iguais, comprar as mesmas coisas, do mesmo modo, com o mesmo dinheiro. Quanto mais homogêneo, mais controlável. Mais sobre isso outro dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-5299959106142994202?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/5299959106142994202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=5299959106142994202&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/5299959106142994202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/5299959106142994202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/03/equvocos-talentosos-i.html' title='Equívocos Talentosos (I)'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-9151210447000834575</id><published>2008-02-28T20:30:00.001-03:00</published><updated>2008-02-28T20:31:57.342-03:00</updated><title type='text'>Eu é que estou de OlhO.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes fico perplexo com a cara-de-pau dos ‘dominantes’. Ou fico me perguntando se sou eu quem vê chifres na cabeça de cavalo, como diz o ditado. O tema de hoje é o olhar. O que gostamos de olhar, até onde alcançamos ver, e os fetiches pertinentes. Ta legal. Vou abrir o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A – A pseudo-concepção política dos meios de comunicação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós estamos de olho”. Todo mundo já foi assediado por esse comercial ridículo, se até eu que me esforço por me manter longe da TV já fui. E dizem que os “nossos políticos somos nós lá”. Primeira falácia: possuímos um real poder de intervenção na vida política do país. É óbvio que eu sei que não há um parlamentar neste país ‘democrático’ que não tenha sido eleito pelo voto direto. O difícil de engolir é que depois de eleito os eleitores são os responsáveis pelo teor ético de suas atitudes. Podemos analisar o passado, a carreira política e os projetos dos candidatos. Votamos nisso. Ou melhor, deveríamos votar nisso. E cobrar, na medida do possível – que é bem pequena, diga-se de passagem – o alinhamento da conduta com as ‘promessas de campanha’.&lt;br /&gt;Mas o real mesmo é que o Brasil vota em tudo menos no político: vota no bonitão, no mais articulado, no que ‘vence’ o debate. Aliás, “vencer” é tomado no sentido mais futebolístico possível: muitas pessoas não podem ‘perder o voto’, por isso, o que pega é votar no líder das [tendenciosas] pesquisas. Mas o tema hoje não é a democracia, sei que vão me cobrar uma reflexão de verdade, mas só queria acenar para o comercial para que ele me levasse para onde realmente gostaria de ir: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;B – De olho no BBB &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Eu acho extremamente oportunista a veiculação de um “nós estamos de olho” exatamente durante a veiculação do BBB. Afinal, “tá todo mundo de olho no BBB”. A utilização dos subterfúgios subliminares deixou de ser ‘sub’ para ser ‘super’. É PRATICAMENTE O MESMO SLOGAN! A transformação de toda a realidade – agora exemplificada paradigmaticamente na política – em item de consumo nas prateleiras continua firme e forte. Fique de olho na política da mesma maneira que fica de olho no BBB: assistindo a Globo, gastando seu tempo e seu dinheiro votando, intervindo, interagindo, como gostam os moderninhos. E lembre-se, você não pode perder. É impossível não lembrar de 1984, donde roubaram o nome Grande Irmão: mantêm-se um certo estado de sonolência coletiva, e cuidado com as teletelas. Cada vez mais as pessoas vivem de experiências de segunda mão. Não se apaixonam, porque suas personagens das novelas se apaixonam e se dão mal. Para quem se lembra da reflexão sobre o ideal de formação, olhem para o papel exercido pelas novelas na manutenção da formação da moral de rebanho. Cada vez menos se preocupam política, porquê a imprensa já está preocupadíssima e, o melhor, veiculando seus resultados em tempo ‘real’. Ou melhor, tempo em reai$. Tudo já está pronto, feito, dado. E o pior é que até a memória é cada dia menor. Afinal, já houve veiculação de novela com o nome de Bang bang em época de plebiscito sobre comercialização de armas de fogo.... Hic Rhodus, Hic salta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-9151210447000834575?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/9151210447000834575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=9151210447000834575&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/9151210447000834575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/9151210447000834575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/02/eu-que-estou-de-olho.html' title='Eu é que estou de OlhO.'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-4068465681319848227</id><published>2008-02-04T22:54:00.000-02:00</published><updated>2008-02-05T13:02:51.343-02:00</updated><title type='text'>Qual nudez será castigada?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava – ainda estou, mas escolhas precisam ser feitas – sem conseguir escolher qual título para mais este texto. O concorrente era “&lt;em&gt;Da Estética da Globelezação Brasileira&lt;/em&gt;” – afinal estamos em ‘época de carnaval’. O ponto é que incomodaram-me bastante o tipo de repercussão e comentários sobre o episódio “strip por seiscentos reais – não pagos – no baile funk”.&lt;br /&gt;Não que eu vá ‘aprovar’ ou mesmo ‘desaprovar’ a atitude da jovem aspirante a stripper. Prefiro fazer alguns comentários conjunturais. Nossa grande e hipócrita sociedade, horrorizada com tal ‘desfrute’, desceu o sarrafo – para me expressar “no popular”. Comentários sobre o absurdo, o despautério e o descabimento da atitude da jovem vieram acompanhados de toda a pompa e circunstância econômico-moralista: afinal, trata-se do subúrbio, e as meninas pobres... bem, os pobres no Brasil são apenas os pobres.&lt;br /&gt;Não obstante, algumas semanas depois chega o carnaval. E com ele, as propagandas no horário “nobre” com a belíssima (?) Globeleza nua, só “retocada” pseudo-artisiticamente. Essa nudez não é despropositada, descabida, absurda ou imoral. De forma alguma. Essa é a nudez, literalmente, para inglês ver. Esta nudez, acompanhada de muitas outras como destaques, ala das qualquer-coisa, atriz de TV soltando a franga e o diabo a quatro... bom, essa nudez é elogiada. Idolatrada. Adorada. Estimulada. RECOMENDADA. Nossos juízes estéticos, bem ao gosto do século XVII, se outorgam a autoridade de apontar: a bela nudez e a horrenda nudez. Proclamam-na, a bela, é óbvio, como representação mais-que-legítima da “Cultura Brasileira” – seja lá o que isso queira dizer. Zelam muito bem pela manutenção da imagem de pseudo-indígenas comedores de banana que gozamos mundo afora – desde, pelo menos, Carmem Miranda “representando” o Brasil com bananas na cabeça.&lt;br /&gt;Temos a jovem do baile funk, que é mais uma entre outras jovens que frequentam bailes funks nas periferias. E todas elas, são &lt;strong&gt;Globelezadas&lt;/strong&gt; todos os dias, pelas novelas, programas de humor e tudo mais que passar na programação geral para pobre ver. Afinal, sexo vende, e vende muito bem, obrigado. Os famosos podem. É o jeitinho capitalístico-brasileiro de funcionar: finge que dá com uma mão e bate – bem forte – com a outra.&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos são iguais mas uns são mais iguais que os outros.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-4068465681319848227?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/4068465681319848227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=4068465681319848227&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/4068465681319848227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/4068465681319848227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2008/02/qual-nudez-ser-castigada.html' title='Qual nudez será castigada?'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-6038016611080823045</id><published>2007-12-25T01:17:00.000-02:00</published><updated>2007-12-25T01:18:58.612-02:00</updated><title type='text'>Então é Sacal. Até quando?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então é Sacal, e o que você fez?&lt;br /&gt;Salário termina, compras outra vez.&lt;br /&gt;Então é Sacal, a festa paganDO.&lt;br /&gt;Do velho e do novo, do labor como um porco.&lt;br /&gt;Então, que Sacal! e o “ano novo” também.&lt;br /&gt;Que Mcfeliz pra quem souber o que tem.&lt;br /&gt;Então, que Sacal, pro inferno com o pão.&lt;br /&gt;Pro rico e pro pobre, num mesmo cartão.&lt;br /&gt;Então bom Natal, pro branco e pro negro.&lt;br /&gt;Amarelo e vermelho, pra paz, Capital.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;===================================================&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até quando&lt;br /&gt;Indiferentes 364 por ano e amáveis em 1?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Decoração com neve em pleno verão?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Décimo-terceiro pra voltar pro patrão?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Presentinhos ao invés de educação?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Gorro vermelho e nada de pão?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Foto com o Papai Noel, desde que pagãoNDO?&lt;br /&gt;Até quando&lt;br /&gt;Luzes piscando em três vezes no cartão?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-6038016611080823045?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/6038016611080823045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=6038016611080823045&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/6038016611080823045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/6038016611080823045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2007/12/ento-sacal-at-quando.html' title='Então é Sacal. Até quando?'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-8632809405622532053</id><published>2007-12-08T00:16:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T00:46:39.505-02:00</updated><title type='text'>Desobediência, Wylde?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;** Esse(s) breve(s) texto(s) me foi encomendado por um ex-aluno. Atualmente cursando o primeiro período de Licenciatura em música, foi-lhe solicitado que 'entrevistasse' um professor de música e indagasse sobre arte, educação e educação musical. Desnecessário dizer que a magnitude da proposta excede o 'limite' vulgar de um trabalho de primeiro período. Então, perdoem-me pela 'sintetização' e a consequente superficialidade. Aqui vos mostro os trechos sobre educação e educação musical.**&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Educação é um tema extremamente complexo e escorregadio. Parece-nos que a noção originária de educação está diretamente ligada com a formação do homem como cidadão. A experiência que os gregos chamavam &lt;em&gt;Paidéia&lt;/em&gt; – posteriormente traduzida por educação ou instrução pelos romanos – se constituía numa preparação completa do homem para ser membro de sua &lt;em&gt;Polis&lt;/em&gt;. E isto incluía ginástica, música, matemática, filosofia, etc. Isso necessariamente era acompanhado pela pergunta ‘o que é o homem’ ou ‘qual a essência do homem’; como podemos ‘preparar’ alguém sem pressupor uma finalidade? Toda formação é, como o próprio nome nos mostra, dar uma certa &lt;em&gt;forma&lt;/em&gt;, con-formar um certo ‘material’ a um certo fim. A finalidade do homem grego era ser cidadão da &lt;em&gt;Polis&lt;/em&gt;; qual é a finalidade do homem contemporâneo? A história do processo civilizatório que chamamos “modernidade” traz uma profunda transformação desta noção de educação: primeiramente, mascarada sob a forma da erudição; educar-se é acumular conteúdos, saber “tudo de tudo”, se “especializar”, ter “informação”. Hoje podemos ver que conjuntamente a esse modelo educacional aparece sua face mais nefasta: ser especialista é ser “alguém que sabe muito de muito pouco” e que com isso se adequa perfeitamente como uma peça lubrificada à grande engrenagem da sociedade mundial do trabalho; em outras palavras, a ‘educação’, de maneira geral, deixou de se perguntar pelo ser do homem uma vez que a vida no mundo capitalista já tem um sentido claramente estabelecido: &lt;strong&gt;produção e acúmulo&lt;/strong&gt;. “Educar” hoje é simplesmente dizer “adeque-se ou está fora [do mercado]”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consideramos, corriqueiramente, que educação musical seja ‘ensinar’ os meios de se ‘fazer música’. Como se soubéssemos, naturalmente, o que sejam ensinar, música e ensinar música! Na nossa cultura tais meios seriam escalas, arpejos, encadeamentos, etc. Trata-se, em suma, de uma educação técnico-pragmática. O aluno aprende a ‘aplicar’ certas ‘ferramentas’ e com isso obtém os resultados esperados. Acrescente-se a isso algum repertório, visualização &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; do ‘funcionamento’ destas ferramentas e bingo: eis um músico ‘profissional’. Entretanto, essa lógica me parece muito semelhante a uma outra, a saber, a lógica da produção: um empregado que aplica tais conhecimentos técnico-práticos, obtém certos resultados e recebe um salário. Há que se perguntar se as noções de artista e de profissional podem (ou devem?) se equivaler. Do ponto de vista formal, não há dúvida que os elementos citados (escalas, arpejos, etc.) fazem parte de um certo aprendizado técnico da música. Tais conhecimentos, a ‘imitação’ dos mestres através do aprendizado de grandes obras contribuem para que o aluno alcance certas noções de como a música &lt;em&gt;tem sido produzida&lt;/em&gt; ao longo da história de um determinado povo. Todavia, isto absolutamente não quer dizer que esta seja a única maneira possível do acontecimento da música. Se levarmos em consideração a dimensão artística como inserida na totalidade do ser homem, inserida no movimento de dar sentido à existência humana, é preciso um pouco mais. É preciso estimular a busca, a reflexão sobre o status da arte; é preciso mostrar que outras maneiras de se trabalhar o ‘material sonoro’ são possíveis. Para exemplificar e tentar clarificar esse ponto de vista: o nosso ouvido, ocidental, vem, há anos, sendo ‘treinado’ num certo modo de compreensão do fenômeno sonoro chamado &lt;strong&gt;sistema temperado&lt;/strong&gt;; anos de busca, aprimoramento e investigação conduziram a história da arte no Ocidente a tal sistema. Isso marca o desenvolvimento histórico do ser de uma cultura, que não pode ser considerada nem superior nem inferior a nenhuma outra. Quando começaram as excursões à música oriental, com os Beatles por exemplo, em 1963 inserindo uma cítara (instrumento indiano que não se coaduna com o sistema temperado!) houve choque, estranhamento. Os verdadeiros artistas deleitaram-se; John Mclaughlin e sua Mahavishnu Orchestra, John Coltrane com seus quartos-de-ton e improvisos “atonais” no fim de sua curta vida e vários outros levaram adiante tais experimentos. Tudo isto para tentar mostra que ‘educação musical’ precisa ser mais que repetição de modelos, embora estes sejam necessários em certos casos, como 'trampolins'. Para dizer que a busca pela realização da arte como plenificação das potencialidades do humano-artista, que música é caminho e não chegada deveriam ser as pedras-de-toque de uma educação, talvez, mais do que musical e sim artística. Talvez, como disse o grande &lt;em&gt;artista&lt;/em&gt; Oscar Wylde, “a desobediência seja a virtude original do homem”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-8632809405622532053?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/8632809405622532053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=8632809405622532053&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/8632809405622532053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/8632809405622532053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2007/12/desobedincia-wylde.html' title='Desobediência, Wylde?'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-2684424060716471100</id><published>2007-11-17T00:18:00.000-02:00</published><updated>2007-11-17T00:30:42.968-02:00</updated><title type='text'>Midiocracia ou Mediocracia?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente ouvi falar no mais novo MS... do país: o Movimento dos Sem Mídia. Não procurei informações profundas a respeito ainda, mas genericamente, é um movimento de insatisfação (que me parece ter-se tornado ONG) diante do monopólio das comunicações, de sua enorme influência na vida político-econômica do país, etc. Parece ser algo sério. Todavia, um trecho específico da entrevista que li me intrigou: “&lt;em&gt;Nós estamos nos propondo a ir às universidades, sindicatos, toda organização, instituição, aonde for possível, porque nós somos sem mídia, então nós aceitamos qualquer mídia.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que fiquei preocupado? Fiquei com uma enorme pulga atrás da orelha me perguntando “Qual o papel da mídia”? Ressalto de saída, para evitar mal-entendidos, que não estou aqui para apedrejar o MSM – que já confessei não conhecer profundamente. A notícia só serviu para desencadear essa breve reflexão; é só um exemplo. Retornando, o que me assusta é que parece que “todos querem um pedaço da torta”; se a mídia é o que rege nossas relações sociais, todos precisam de mídia. Proponho-me apenas a perguntar por que é que a mídia rege as relações? Que poder é esse e de onde ele vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal de formar os cidadãos, algo que já foi visto como a tarefa mais elevada pelos gregos, a busca por uma excelência individual que culmine numa polis organizada pereceu. Educar virou sinônimo de IN-formar. E essa in-formação, que de INterior tem muito pouco, muito mais DE-forma e CON-forma. DE-forma as potencialidades individuais em nome de uma adequação às necessidades do Senhor Mercado e CON-forma persuadindo ser esta a melhor maneira possível, &lt;em&gt;naturalizando&lt;/em&gt;-a. A naturalização de uma determinada conduta, de um certo modo de ser histórico é exatamente o momento da morte do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o “poder da mídia” possui uma circularidade viciosa que espanta; retroage sobre si mesmo e sobre as pessoas ao modo de um Grande Irmão (1984, George Orwell) do qual não se tem notícia e nem certeza da existência. Esse “poder” é uma fetichização absurda de um ideal de “verdade empírica” oriundo da gênese da Modernidade: é preciso ver, tocar, apertar e medir todo o real. E se assim não for, não é verdade. Ora, se todos os meios de comunicação dizem algo sobre o que não podemos “experimentar por nós mesmos”, eis a verdade! Clara, imparcial e justa. Vale destacar que uma das últimas manifestações do arquétipo messiânico, o &lt;em&gt;Superman&lt;/em&gt;, enquanto era só &lt;em&gt;man&lt;/em&gt;, era jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal circularidade. Se outrora o controle se exercia explicitamente, dizendo ‘isto pode’, ‘isto não pode’, a mágica que hoje nos circunda faz parecer que podemos tudo. E podemos. Ao invés de sermos cegados somos ensurdecidos. Pode-se falar à vontade. A pergunta que fica é quem vai ouvir, como disse um amigo meu. Podemos ir à imprensa, somos ‘entrevistados’ por ela quando acontece algo a nossa volta. Então desabafamos, podemos ver todos os dias nos jornais: as filas dos hospitais, as greves, as manifestações, etc. Quem realmente ouve? Quem se engaja? Não se trata de pressupor uma espécie de teoria conspiratória, mas é essa a mágica que me intriga: a sensação de que há um Grande Irmão. Midiocracia é o governo da mediocridade. A pedagogia transmitida pelos ditos meios de comunicação naturaliza tudo. Tudo vale. Até vale tudo. Vale até a pena ver de novo. Que pena.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S.: ERRATA (?):&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Explicilho Trocadando&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao texto anterior, recebi um comentário de um leitor anônimo (por isso não publicado) me ensinando que deveria ser “BOPE e não BOP”. Acontece que, infelizmente, com piadas e trocadilhos, qualquer iluminação intelectual estraga a magia. Trocadilho é algo que demanda certa dose de perspicácia, e conjuntamente senso de humor e uma dose de refinação. Mas se é pra estragar, vá lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TO BE: Verbo anglo-saxão = ser, estar.&lt;br /&gt;BOP: Abreviação de Bebop, sugênero do jazz americano que surgiu no início da década de 1940 (key-words: Charlie Parker, Thelonius Monk, Kenny Clarke, Dizzy Gillespie.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira então seria mais ou menos a seguinte: quero ser Bop e não BOPE.  (Be-bop, separado com hífen, lembra?) O desfecho do texto ainda dava uma dica: “Continuo mais interessado em trompetes que em metralhadoras. Eu quero é be-bop.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Última vez que estrago a brincadeira, hein? Agora ele vai mandar: “Uai! Você não disse que a brincadeira acabou?”...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-2684424060716471100?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/2684424060716471100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=2684424060716471100&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/2684424060716471100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/2684424060716471100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2007/11/midiocracia-ou-mediocracia.html' title='Midiocracia ou Mediocracia?'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1830935177702716830.post-1272293794498145054</id><published>2007-11-01T11:40:00.000-02:00</published><updated>2007-11-01T11:46:01.183-02:00</updated><title type='text'>Be-BOP</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A última febre – que já quase está se tornando ‘velha’ – nas conversas genéricas, programecos de TV e etc. é o filme “Tropa de Elite”. Várias frases de efeito e expressões utilizadas pelas personagens são repetidas a torto e a direito, além, é claro de, praticamente não se poder falar sem ouvir a pergunta “já assistiu ao [filme] Tropa de Elite?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá, cinematograficamente falando, o filme é bem feito. Bem produzido, dirigido, uma boa fotografia, um roteiro que ‘pega’ e uma narrativa contrapontística pseudo-Tarantinesca (vide Pulp Fiction). Problemáticos são os comentários, interpretações, posições assumidas e juízos que se pretendem cabais sobre a violência que têm sido gerados a partir do fenômeno BOP. É sobre isso que estou interessado em conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, a sensação de responsabilização individualista redundante do discurso dos integrantes do BOP. Explico melhor: fica um cheiro de uma ‘teoria da conspiração’, como se cada usuário de &lt;em&gt;cannabis&lt;/em&gt;, ao acender um baseado, estivesse &lt;em&gt;voluntariamente&lt;/em&gt; retirando uma criança da favela da escola ou matando um adolescente ‘aviãozinho’. Vejo um aspecto muito problemático na assunção descabida deste tipo de posicionamento: a ocultação da responsabilidade das instâncias governamentais, militares e ‘sociais’. A responsabilidade pela educação daquela criança que está fora da escola não é de um indivíduo singular. Também não o é a responsabilidade pelo adolescente que não possui perspectiva melhor que o tráfico. Isso sem contar também, no odor preconceituoso de que, criança e adolescente de favela são criminosos em potencial. Não estou, antes que concluam apressadamente, negando a existência de uma responsabilidade por parte dos ‘usuários’. Contudo, a questão precisa ser olhada por um enfoque muito mais radical; é preciso se perguntar pela legitimidade da proibição do consumo, isto é, a quem ela serve? É preciso se perguntar por armamentos que os traficantes possuem e que nem mesmo os policiais militares possuem, só o exército; é preciso saber se a manutenção deste ‘estado de sítio’ não está também a serviço de algum grupo. Tentando exemplificar: na época das últimas eleições, a Globo lançou uma campanha, indo de carona em algum escândalo de corrupção, que era do tipo “cuidado em quem você vota, o futuro do país está em suas mãos e bla bla bla”. Como se o eleitor passasse a ser responsável pelo conteúdo moral e ético das atitudes dos candidatos que escolhe! Oras, votamos a partir de propostas e de histórico político do candidato; se ele não as cumpre, há outro culpado que não ele mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me refutou dizendo: “cara, é a visão de um policial. Está falando de um lado que ele vê.” Eu discordei e discordo: é a visão de um diretor de cinema. Mesmo se estivesse lendo a biografia, seria a visão de um biógrafo (ou sei lá como se chama aquele que compila um livro desta natureza). O que quero dizer é que, como obra de arte, um filme não pode passar por cima de seu papel político – e aqui uso político num sentido muito mais abrangente que apenas votos e parlamentares. As pessoas assistem a um filme como este e, infelizmente, já saem repetindo. Falta apenas reflexão. Que nesse nível mais imediato dos acontecimentos o Capitão Nascimento está certo eu concordo: ele está certo, é guerra mesmo. Que o papel da arte e das pessoas que com ela se relacionam seja ficar nessa imediaticidade superficial é a parte que eu discordo. Aquilo que aparece sempre aparece a partir de algum chão, e só digo que é preciso perguntar por ele, porque quando seus vôos perderem a graça, é pra ele que você volta. Continuo mais interessado em trompetes que em metralhadoras. Eu quero é &lt;em&gt;be-bop&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1830935177702716830-1272293794498145054?l=abrincadeiraacabou.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/feeds/1272293794498145054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1830935177702716830&amp;postID=1272293794498145054&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/1272293794498145054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1830935177702716830/posts/default/1272293794498145054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://abrincadeiraacabou.blogspot.com/2007/11/be-bop.html' title='Be-BOP'/><author><name>Leonardo Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03922927655719844988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://img4.orkut.com/images/medium/1193502064/311931.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
